Domingo, 5 de Julho de 2009

"Prelúdios" na Laura Alvim




PRELÚDIOS
em quatro caixas de lembranças e uma canção de amor desfeito



Com mímica, música e literatura, a peça mostra o momento do desenlace da vida de uma mulher, às voltas com suas lembranças depois de uma decepção amorosa.
O mote inspirador vem das palavras Gabriel García Márquez em Cem Anos de Solidão, na voz de um certo cigano de passagem pelo livro: “As coisas têm vida própria. Tudo é questão de despertar a sua alma”. Daí as lembranças nas caixas, e a vida dos objetos, companheiros de cena neste espetáculo solo. O tema é o tempo e o olhar, tempo para acordar a casa, para olhar e ver.


texto, criação e interpretação: Susana Fuentes

supervisão: Eunice Gutman

Terças e quartas: às 21h


até 29 de julho

Casa de Cultura Laura Alvim
Espaço Rogério Cardoso
Av. Vieira Souto, 176. Ipanema
(21) 2332-2015




Quarta-feira, 27 de Maio de 2009

Prelúdios




Prelúdios.

















Jefferson Lessa, Segundo Caderno.

O Globo, 24/05

De volta




De volta ao blog,



com Prelúdios - em quatro caixas de lembranças e uma canção de amor desfeito.


Aconteceu,


lá no Sérgio Porto.












































Segunda-feira, 16 de Fevereiro de 2009

Carnaval em sombras e cores

Na(s) nova(s)
Histórias Possíveis.

Domingo, 1 de Fevereiro de 2009

Histórias Possíveis, algumas anotações

A Edição 33 está no ar. Histórias Possíveis tem pérolas ao longo de suas edições. Aqui falo especialmente da última, reescrevo minhas anotações de leitura, só para pincelar o que vocês vão encontrar nessa excelente edição.


O impacto do conto do André de Leones, seu mistério e sua crueza nessa combinação rara.

A beleza e a força do conto da Lúcia Bettencourt na investida original através do espelho.

O flerte da Gerusa Leal com a vida e o papel, vivo e preciso, o que não foi dito no agora que surpreende.

As figuras maravilhosas do Marco Aurélio Cremasco revivem a cada badalada desse dia sem fim, terno, triste na hora derradeira.

As imagens do Maurício de Almeida para dar conta da angústia (ou nada angústia) quase quieta como o mundo que dorme.

O Antiálbum 4 do Nereu Afonso da Silva, genial, desde os outros.

E tem minha Aula de russo, vão lá conferir.



Com os convidados chegamos a Alexandre Boure e seu homem feliz. No suspense de que algo vai acontecer para estragar sua felicidade ele nos dá uma rasteira, sem perdão.

Nos braços de Angelina, caminha-se perigosamente e deliciosamente entre as páginas do livro. Com Haroldo Pereira Barbosa.

Faltava ler o conto do Paulo Lima. Entre estranhamento e fascínio, e a emoção de ouvir um rádio, acontece a ironia - conforme acompanhamos as casas brancas na areia fina e alva. Acontece delicada porque é um menino quem vê. O mordaz vem por conta do leitor, que aos poucos se identifica e pode saborear: o exótico, quem é?

O último conto é do Ronaldo Trindade, na conversa onde dois são três, ou quatro, porque o narrador aparece na tensão entre vários eus que se embatem. Entre viver e não viver, entre a vitória e a vitória derrotada.



Parabéns a todos pela edição.

Um grande abraço,

Boa leitura.


Susana

Sábado, 20 de Dezembro de 2008

Histórias possíveis, edição especial

A HP natalina está no ar: sob a regência de André de Leones, com colaboradores e convidados e cada figura em movimento, chegamos à Edição número 32, com este Especial de Natal.

Segunda-feira, 15 de Dezembro de 2008

Canos, bondes e formigas.


Abrir um livro: como é deixar a casa de sempre, para entrar noutra casa? Transportar de um lugar ao outro. Transportar-se de um lugar ao outro. O que vai com você? O que se leva? Para o sertão que está dentro e fora, as palavras. Buracos que poderão tapar-se, mas que aparecem em outro lugar, espichando um caminho e outro. Arriscamo-nos sempre um pouco mais, um pouco mais além... viver é muito perigoso... e na tentação a fronteira se estende. Através de canos, bondes e formigas.

Aqui falo do enigma - e o enigma, no sentido heideggeriano, do desvelamento, que não é para ser decifrado, mas para ser olhado. A insistência de uma imagem e a repetição que a faz outra. Constante revelar-se diante da coisa, onde quem olha se revela também. A instalação desse espaço e tempo, a partir do leitor e do livro.

Enredamo-nos na palavra, enquanto o poeta começa a falar de cada uma das insignificâncias de nossa vida cotidiana, ou simplesmente enumerá-las:

coisas importantes como canos, bondes e formigas.


Quadro de Paul Klee, Blaue Blume